Mulher sentada sentindo mal estar por causa dos sintomas do climatério.

Climatério: o que é, sintomas, causas e tratamentos

O climatério é um processo natural na vida da mulher, marcando a transição do corpo até a chegada da menopausa. Sendo assim, nessa fase, o organismo começa a se preparar para o novo ciclo, apresentando sintomas relacionados à diminuição gradual da produção hormonal pelos ovários.

Muitas mulheres desconhecem ou não compreendem bem essa etapa, o que faz com que, muitas vezes, não identifiquem ou não entendam o motivo de determinados sintomas. Isso pode levar a desconfortos desnecessários, já que é possível aliviar os sintomas com medidas simples e acompanhamento adequado.

Por isso, neste conteúdo, vamos explicar o que é o climatério, quais são seus sintomas e causas, e como os contraceptivos de longa duração podem ajudar no controle desses sintomas.

O que é climatério?

O climatério é mais uma etapa natural da vida da mulher. Ele marca a transição entre o período fértil e o fim da fase reprodutiva. Sendo assim, é durante esse processo que ocorre a última menstruação, que representa apenas um dos momentos dentro desse ciclo de transformações.

Ao longo do climatério, há uma redução gradual da atividade dos ovários e, consequentemente, da produção dos hormônios femininos, como o estrogênio e a progesterona. Por isso, os ciclos menstruais se tornam irregulares até cessarem completamente.

Em geral, essa fase tem início por volta dos 40 anos e pode se estender até cerca dos 65, enquanto a menopausa costuma ocorrer por volta dos 50 anos. Trata-se, portanto, de um processo biológico e hormonal que pode provocar diversas mudanças físicas e emocionais.

Fases do climatério

Durante o climatério, a mulher passa por três diferentes fases, são elas:

  • Perimenopausa: é o período de transição que antecede a menopausa, quando começam a surgir alterações no ciclo menstrual e sintomas hormonais;
  • Menopausa: é confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruar;
  • Pós-menopausa: corresponde ao período que se inicia após a menopausa e se estende pelo restante da vida, marcado pela baixa permanente dos níveis hormonais.

Qual a diferença entre climatério e menopausa?

A diferença entre menopausa e climatério é o período em que cada uma ocorre. Como vimos, o climatério inicia como a fase de transição que antecede a menopausa, caracterizada pelas mudanças hormonais que começam gradualmente a afetar o ciclo menstrual e o funcionamento do corpo feminino, e se estende até a pós-menopausa.

Enquanto, a menopausa é um diagnóstico retroativo, que marca o fim definitivo do período reprodutivo da mulher e é confirmada quando há ausência de menstruação por 12 meses consecutivos.

Durante o inicio do climatério, os ovários reduzem progressivamente a produção de estrogênio, o que provoca oscilações hormonais e pode gerar os primeiros sinais dessa transformação. Contudo, ele pode durar vários anos e varia de mulher para mulher, tanto na intensidade quanto na duração.

O recomendado é que a mulher procure sua ginecologista já quando sentir os primeiros sintomas do climatério, pois o reconhecimento precoce dessa fase permite adotar cuidados e estratégias que favorecem o bem-estar e a saúde a longo prazo.

O que causa o climatério?

O climatério é uma fase natural da vida da mulher, causada principalmente pela redução progressiva da produção de hormônios sexuais, como estrogênio e progesterona, pelos ovários. Essa queda hormonal faz parte do processo de envelhecimento do sistema reprodutivo e traz mudanças físicas e emocionais.

Além do processo natural, a menopausa e, consequentemente, o climatério também pode ser induzida. Isso acontece quando há remoção cirúrgica dos ovários ou quando tratamentos como quimioterapia e radioterapia afetam de forma irreversível a função dessas glândulas.

Quais os sintomas do climatério?

Os sintomas do climatério podem variar bastante de mulher para mulher, assim como a sua intensidade, mas os principais são:

  • Ciclos irregulares
  • Alteração da duração e da quantidade menstrual
  • Sangramentos entre ciclos
  • Ondas de calor
  • Suores diurnos e noturnos
  • Palpitações
  • Tontura
  • Diminuição da libido
  • Desconforto sexual
  • Secura e coceira vaginal
  • Incontinência urinária
  • Aumento da frequência urinária
  • Infecções urinárias
  • Depressão
  • Irritabilidade
  • Variações de humor
  • Dores de cabeça
  • Pele fina e seca
  • Flacidez e diminuição do tamanho das mamas
  • Ganho de peso
  • Insônia
  • Osteoporose
  • Aumento do risco cardiovascular

Como é feito o diagnóstico?

Em um primeiro momento, o diagnóstico do climatério é feito de forma clínica por uma ginecologista, levando em consideração a avaliação dos sintomas relatados pela mulher e no histórico médico.

A confirmação da menopausa ocorre após 12 meses consecutivos sem menstruar. Na maioria dos casos, exames hormonais não são necessários, mas podem ser solicitados em situações de dúvida ou para descartar outras condições. Entre eles, a dosagem do hormônio folículo-estimulante (FSH) é a mais utilizada.

Ginecologista explicando sobre o climatério para paciente,

Por isso, mesmo sendo um processo natural, o acompanhamento médico é indispensável para monitorar os sintomas, oferecer orientações e promover a qualidade de vida durante essa fase.

Qual é o tratamento de climatério?

A decisão sobre o melhor tratamento para o climatério leva em conta a gravidade dos sintomas, o histórico de saúde pessoal e familiar (como doenças cardiovasculares, trombose ou câncer de mama e endométrio), além das preferências e do estilo de vida da paciente.

O tratamento não é para a reverter a fase natural do climatério, mas sim, para ajudar a mulher a lidar melhor com os sintomas que ela provoca.

Por isso, é essencial o acompanhamento com uma ginecologista, pois durante a consulta, são definidas as prioridades, como melhora do sono, equilíbrio emocional, controle de ondas de calor e conforto íntimo e indicada a abordagem mais segura e eficaz para cada situação.

Nesse sentido, a reposição hormonal por meio de alguns métodos contraceptivos de longa duração podem funcionar como parte do tratamento, ajudando a equilibrar os hormônios e aliviar os sintomas dessa fase.

Além disso, recomenda-se o uso de algum método contraceptivo mesmo no início do climatério, pois, apesar das irregularidades do ciclo menstrual e da redução da produção hormonal, a mulher ainda pode engravidar.

Por isso, o uso combinado de estrogênio e progesterona é frequentemente necessário para tratar os sintomas e proteger o endométrio, garantindo segurança e eficácia no tratamento.

Dessa forma, entre os métodos da terapia hormonal estão o gel, adesivo transdérmico, comprimidos ou com um DIU hormonal. Além disso, para casos específicos, também tem as opções não hormonais com boa evidência para a diminuição dos fogachos e alterações do sono/humor.

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