Qual a diferença entre menopausa e climatério?
Durante a vida, a mulher passa por diferentes fases em seu processo reprodutivo. Esses são processos naturais e gradativos que acontecem ao longo dos anos. Para compreender melhor cada etapa, elas foram divididas, o que acaba gerando certa dúvida entre duas delas e levanta o questionamento: qual a diferença entre menopausa e climatério?
Ao contrário do que algumas pessoas pensam, menopausa e climatério não são a mesma coisa. Embora ocorram simultaneamente, têm inícios e durações diferentes. Por isso, é fundamental que a mulher saiba identificá-las e entender suas características.
Neste conteúdo, vamos explicar a diferença entre menopausa e climatério, quando cada uma ocorre e como os métodos contraceptivos de longa duração podem ajudar no manejo dos sintomas de ambas.
Menopausa x climatério
A diferença entre menopausa e climatério está no período e na função de cada fase na vida da mulher. Ambas são fases naturais pelas quais a mulher irá passar ao se aproximar do fim do seu processo reprodutivo, mas elas marcam episódios diferentes.
O climatério é a fase de transição entre o período fértil e o fim da vida reprodutiva. Ele começa geralmente por volta dos 40 anos e pode se estender até os 65. Durante o climatério, os ovários reduzem gradualmente a produção dos hormônios femininos, como estrogênio e progesterona, o que provoca alterações no ciclo menstrual, ondas de calor, mudanças de humor e outros sintomas físicos e emocionais.
Essa fase inclui a última menstruação, mas não se limita a ela, representando um processo contínuo de adaptação hormonal.
Já a menopausa é um marco específico dentro do climatério. Ela indica o fim definitivo da fase reprodutiva e só é confirmada retroativamente, após 12 meses consecutivos sem menstruação, geralmente entre os 45 e 55 anos. Biologicamente, a menopausa reflete o esgotamento da reserva ovariana e a interrupção permanente das ovulações.
Em resumo, o climatério é o processo de transição e adaptação do corpo feminino, enquanto a menopausa é o ponto que confirma o término da capacidade reprodutiva.
Por isso, saber reconhecer os sinais do climatério precocemente permite à mulher buscar acompanhamento com sua ginecologista, adotar cuidados adequados e manter a saúde e o bem-estar nessa fase da vida.
Quais são os sintomas do climatério e da menopausa?
Os sintomas podem variar de mulher para mulher, assim como sua intensidade. De modo geral, eles são os mesmos tanto no climatério quanto na menopausa, com a diferença de que, no climatério, aparecem no início, de forma mais gradual e geralmente menos intensa do que na menopausa. Os sintomas são:
- Ondas de calor (fogachos);
- Suor excessivo, principalmente noturno;
- Insônia ou dificuldade para dormir;
- Irritabilidade;
- Alterações de humor e labilidade emocional;
- Ansiedade;
- Dificuldade de concentração e sensação de “névoa mental” ou esquecimento;
- Fadiga e perda de energia;
- Diminuição da libido;
- Ressecamento vaginal e desconforto nas relações sexuais;
- Coceira vaginal e maior propensão a infecções urinárias e genitais;
- Irregularidade menstrual, com ciclos mais longos, curtos ou sangramentos diferentes do habitual;
- Ganho de peso e redistribuição da gordura corporal, especialmente na região abdominal;
- Perda de massa muscular e enfraquecimento ósseo;
- Redução da densidade óssea e maior risco de osteoporose;
- Alterações na pele e nos cabelos, como ressecamento e perda de brilho;
- Boca seca;
- Palpitações e alterações na pressão arterial;
- Aumento do colesterol e risco cardiovascular;
- Dor de cabeça e enxaquecas;
- Sensação de inchaço;
- Queda na autoestima e sintomas depressivos.
Quais são as outras fases do climatério?
Como vimos, o climatério é o período que vai desde os primeiros sintomas até o fim da vida reprodutiva da mulher. Por isso, a menopausa é apenas uma das fases que ele engloba. As outras são:
- Perimenopausa: é o período de transição que antecede a menopausa, quando começam a surgir alterações no ciclo menstrual e sintomas hormonais;
- Pós-menopausa: corresponde ao período que se inicia após a menopausa e se estende pelo restante da vida, marcado pela baixa permanente dos níveis hormonais.
Como identificar se já estou na menopausa?
O diagnóstico do climatério e da menopausa deve ser feito com acompanhamento ginecológico. A ginecologista é a profissional indicada para avaliar os sintomas relatados, analisar o histórico de saúde e identificar em qual fase a mulher se encontra.
No caso do climatério, o diagnóstico é clínico, baseado nas mudanças hormonais e nos sinais apresentados. Já a menopausa é confirmada quando há ausência de menstruação por 12 meses consecutivos.
Em algumas situações, a médica pode solicitar exames hormonais, como a dosagem do hormônio folículo-estimulante (FSH), para esclarecer dúvidas ou descartar outras causas dos sintomas.

Por isso, contar com o acompanhamento da ginecologista é essencial para compreender melhor essa fase, receber orientações personalizadas e adotar estratégias que promovam mais equilíbrio e bem-estar ao longo do climatério e da menopausa.
Quais são as causas?
A menopausa e o climatério são fases naturais da vida da mulher, causadas principalmente pela redução gradual da produção dos hormônios sexuais, como estrogênio e progesterona, pelos ovários. Essa queda hormonal faz parte do envelhecimento do sistema reprodutivo e provoca mudanças físicas e emocionais.
Além do processo natural, essas fases também podem ser induzidas. Isso ocorre quando os ovários são removidos cirurgicamente ou quando tratamentos como quimioterapia e radioterapia comprometem de forma irreversível a função dessas glândulas.
Reposição hormonal após os 40 anos
A terapia hormonal é uma aliada importante para mulheres que estão no climatério ou na menopausa. Isso porque, ela traz benefícios que vão muito além do alívio dos sintomas.
Como vimos, durante o climatério, os níveis de estrogênio e progesterona começam a cair, causando ondas de calor, alterações de humor, insônia, redução da libido e até “névoa mental”. Já na menopausa, essas mudanças se tornam permanentes, podendo impactar a qualidade de vida de forma significativa.
Sendo assim, quando bem indicada e acompanhada por um profissional, a terapia hormonal ajuda a:
- Melhorar o sono e a disposição diária;
- Restaurar a libido e o bem-estar sexual;
- Reduzir a “névoa mental” e problemas de memória;
- Proteger o sistema cardiovascular, diminuindo riscos de infarto e AVC;
- Preservar a massa óssea, prevenindo osteoporose e fraturas;
- Reduzir deposição de gordura abdominal e melhorar a composição corporal;
- Promover efeitos estéticos e de qualidade de vida, de forma geral.
Sendo assim, a terapia hormonal, quando bem indicada, muda a vida da mulher como um todo. Melhora sono, disposição, libido e até a saúde do coração e dos ossos.
O papel do DIU Hormonal
Alguns métodos contraceptivos de longa duração, como o DIU hormonal, podem atuar simultaneamente na proteção do endométrio e na reposição hormonal, oferecendo dupla função: contracepção e alívio dos sintomas do climatério.
Por exemplo, o DIU hormonal Mirena pode fazer parte da terapia para mulheres no climatério ou na menopausa que ainda têm útero, sendo utilizado por até cinco anos. Ele protege o endométrio, inclusive em casos de endometriose, enquanto a reposição de estrogênio trata os sintomas hormonais.
Para mulheres que já tiveram histerectomia ou não apresentam endometriose, o DIU não é necessário, e a reposição pode ser feita apenas com estrogênio. Por isso, reconhecer precocemente os sintomas e buscar orientação médica permite que a mulher atravesse o climatério e a menopausa com mais saúde, conforto e qualidade de vida.
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