Ginecologista explicando para paciente o que é o sangramento uterino anormal.

Sangramento uterino anormal: Como identificar e tratar?

O sangramento uterino anormal é uma condição que preocupa muitas mulheres, pois nem sempre é fácil identificar quando o fluxo menstrual foge do padrão considerado saudável, especialmente para aquelas que costumam ter fluxos intensos ou estão iniciando a fase menstrual.

Identificar o sangramento uterino anormal ajuda a mulher a adotar medidas corretas, prevenir complicações e detectar possíveis doenças. Por isso, a seguir, vamos explicar o que caracteriza um fluxo anormal e quais passos a paciente pode seguir para cuidar da saúde e buscar tratamento adequado.

O que é sangramento uterino anormal?

O sangramento uterino anormal acontece quando o fluxo menstrual se desvia do que é considerado normal em termos de frequência, duração e volume. Os números considerados normais são:

  • Frequência: normalmente, o ciclo menstrual ocorre a cada 24 a 38 dias. Intervalos mais curtos ou mais longos podem indicar alterações;
  • Duração: a menstruação costuma durar até 8 dias. Sangramentos mais longos merecem atenção;
  • Volume: o fluxo esperado varia entre 30 e 80 ml, mas como nem sempre é fácil medir, a percepção da própria mulher sobre um fluxo intenso já é um sinal de alerta.

É importante observar que cada mulher tem seu padrão individual. Por isso, mudanças no fluxo, intensidade ou frequência que fujam do habitual devem ser avaliadas por um ginecologista, independentemente da idade ou histórico menstrual.

Possíveis causas do sangramento uterino anormal

O sangramento uterino anormal pode ter diferentes origens, que vão desde alterações hormonais até condições do próprio útero ou efeitos de medicamentos. Entre as principais causas estão:

  • Disfunção ovulatória: irregularidade ou ausência de ovulação, comum em casos de síndrome do ovário policístico, alterações hormonais, estresse, doenças sistêmicas ou fases de transição como perimenopausa e adolescência;
  • Alterações estruturais no útero: miomas, pólipos, adenomiose ou inflamações do endométrio podem provocar sangramentos fora do normal
  • Distúrbios de coagulação: problemas na coagulação sanguínea aumentam o risco de sangramentos intensos;
  • Iatrogênicos: uso de contraceptivos hormonais ou outros medicamentos pode causar sangramentos de escape;
  • Fatores endometriais: alterações na camada interna do útero, como endometrite, também podem gerar sangramento;
  • Causas desconhecidas (idiopáticas): em alguns casos, o sangramento ocorre mesmo sem alterações hormonais ou estruturais identificáveis.

Cada mulher pode ter uma combinação diferente de fatores, e por isso a avaliação médica é fundamental para identificar a causa específica e definir o tratamento mais adequado.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do sangramento uterino anormal começa com uma avaliação detalhada da história menstrual da paciente, incluindo frequência, duração e volume do fluxo, além de alterações recentes.

O padrão do sangramento já pode indicar possíveis causas: ciclos regulares com sangramento prolongado ou intenso geralmente apontam para alterações estruturais no útero, como miomas ou pólipos, enquanto sangramentos irregulares ou ausência de menstruação costumam estar relacionados à disfunção ovulatória ou desequilíbrios hormonais.

Profissional de saúde aponta para modelo anatômico do útero com uma caneta

Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar exames laboratoriais e de imagem. Entre os mais comuns estão o teste de gravidez, o hemograma completo e a dosagem hormonal, como TSH e prolactina e a ultrassonografia transvaginal. Em alguns casos, podem ser necessários procedimentos adicionais, como a amostragem endometrial ou a histeroscopia.

Também é importante considerar a possibilidade de distúrbios de coagulação, principalmente em adolescentes com anemia ou sangramentos que exigiram hospitalização, assim como em pacientes com histórico familiar de problemas de coagulação.

DIU Mirena como tratamento para sangramento intenso

O DIU hormonal Mirena não atua apenas como contraceptivo: ele também é uma opção eficaz para reduzir o sangramento uterino intenso. Mulheres que percebem que estão menstruando acima do normal podem se beneficiar do dispositivo, que ajuda a diminuir o volume menstrual de forma segura e duradoura.

O Mirena atende mulheres de diferentes idades, desde adolescentes até aquelas mais maduras, incluindo mulheres em perimenopausa ou com endometriose, oferecendo segurança e eficácia. Além disso, sua duração de até 5 anos permite que a paciente fique tranquila, sem precisar se preocupar com o controle diário do ciclo.

Dessa forma, o DIU Mirena se apresenta como uma solução prática e confiável para quem enfrenta sangramentos menstruais intensos, melhorando a qualidade de vida e oferecendo conforto físico e emocional.

Quando procurar um médico?

É importante que a mulher busque avaliação médica sempre que perceber que o sangramento menstrual foge do seu padrão habitual, seja em frequência, duração ou volume. Mesmo que o fluxo pareça apenas um pouco mais intenso ou irregular, essa alteração pode indicar condições que precisam de atenção.

Além disso, é importante descartar a gestação, mesmo em adolescentes ou mulheres na perimenopausa. Outros sinais de alerta incluem sangramento que provoca anemia, necessidade de hospitalização ou histórico familiar de distúrbios de coagulação.

Procurar um médico não só permite identificar a causa do sangramento, mas também garante que a mulher receba o tratamento mais adequado, prevenindo complicações e melhorando sua qualidade de vida.

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